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Cristiny On Line



Vim agradecer todas as visitinhas,todos os comentários e dizer que você é 10.

A PORTA
Minh´alma seja uma porta
aberta para quem bate,
seja quem for, não importa
o ofício...o grau...o quilate
de quem nela está batendo
e assim eu vou fazendo
um pouquinho a minha parte!
Não vou fechar a minh’ alma
a quem precisa de abrigo,
não quero dar mais castigo
a quem já precisa tanto
- e não diga que sou santo -
seja bem-vindo amigo.
Pois cada porta que abre
a um irmão abandonado
é uma lição no passado
pra quem conhece e sabe
quando a José foi negado
juntamente com Maria
um cantinho com um teto
para que o rei do universo,
que por nós morreu na cruz,
viesse ao mundo perverso...
- seu nome: Cristo Jesus!
Antonio Manoel Abreu Sardenberg








Só posso agradecer o carinho do Magia Gifs,com certeza coisasa assim nos incentivam a continuar e mostram que existem pessoas lindas no mundo virtual e que acreditam que existe lugar para todos. Muito obrigada.


OFERENDA
Tome o meu coração - estou te dando,
E minh’ alma também leve contigo
Pois não suporto mais este castigo,
Que pouco a pouco está me definhando!
De mim, nada mais tenho a ofertar,
O pouco que restava era só isso,
Um coração e u’ma alma a sonhar,
Num peito a pulsar sem ter juízo!
Meu corpo então vazio será pleno,
Somente d’ um passado de lembranças
Que eu guardava em mim desde criança!
Não pense que o que levas é pequeno,
Pois ele é bem maior que o seu pensar
É tudo que você não soube dar!
Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis "Cidade Poema"
http://www.sardenbergpoesias.com.br/

Estou no computador do meu marido, pois o meu pegou um trojan que acabou com minha máquina, não sei como eles conseguem entrar,e isto porque tomo todos os cuidados necessários, é fogo viu? quanta maldade,enfim...como não posso ficar muito por aqui pois este computador é de trabalho,deixo o meu carinho a todos (as) que me visitam e o mais breve possível responderei todos os recadinhos, um beijo.
Presentinho que ganhei da amiga Kika que está completando 2 anos de blog,com muita doçura e encanto, obrigada amiga e PARABÉNS.

Para o Melhor Amigo, o Melhor Pedaço
Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade.
Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira lata branco e preto que atendia pelo nome de malhado.
Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou outro alimento qualquer.
Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras.
O mendigo era conhecido como um homem bom que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade.
Não tomava bebida alcoólica e estava sempre tranqüilo, mesmo quando não recebia nada de comida.
Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que precisava alguém lhe estendia uma porção de alimentos.
Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava.
Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e ficava esperando por mais um pouco.
Não tinham onde passar as noites; onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte do ribeirão. Ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte.
Aquela figura era intrigante, pois levava uma vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor.
Certo dia, um homem, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas, foi bater um papo com o velho mendigo.
Iniciou a conversa falando do malhado, perguntou pela idade dele, mas Serapião não sabia.
Dizia não ter idéia, pois se encontraram num certo dia, quando ambos perambulavam pelas ruas.
Nossa amizade começou com um pedaço de pão - disse o mendigo. Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu, abanando o rabo, e daí, não me largou mais.
Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.
Como vocês se ajudam? Perguntou. Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.
Continuando a conversa, o homem lhe fez uma nova pergunta: Serapião, você tem algum desejo de vida?
Sim, respondeu ele tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que tem na lanchonete da esquina.
Só isso? Indagou.
É, no momento é só isso que eu desejo.
Pois bem, disse-lhe o homem, vou satisfazer agora esse grande desejo.
Saiu e comprou um cachorro quente e o entregou ao velho.
Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o malhado, e comeu o pão com os temperos.
O homem não entendeu aquele gesto, pois imaginava que a salsicha era o melhor pedaço.
Por que você deu para o malhado, logo a salsicha? Interrogou, intrigado.
Ele, com a boca cheia, respondeu: "para o melhor amigo, o melhor pedaço."
E continuou comendo, alegre e satisfeito.
O homem se despediu de Serapião, passou a mão na cabeça do cão e saiu pensando com seus botões: aprendi alguma coisa hoje. Como é bom ter amigos. Pessoas em que possamos confiar. Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal. Jamais esquecerei a sabedoria daquele mendigo.
E você, que parte tem reservado para os seus amigos?
